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CARGO 2: TÉCNICO LEGISLATIVO – ATRIBUIÇÃO: ASSISTENTE LEGISLATIVO E ADMINISTRATIVO
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NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL E DE REGIMENTO INTERNO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS
1 Constituição Federal de 1988: conceito, contexto histórico, características, estrutura do texto.
2 Poder constituinte: conceito, espécies, limites.
3 Princípios Fundamentais. Direitos e garantias fundamentais: direitos e deveres individuais e coletivos, direitos sociais, nacionalidade, direitos políticos e partidos políticos.
4 Organização do Estado: organização político-administrativa, União, estados, municípios, Distrito Federal e territórios. Intervenção Federal.
5 Administração Pública: disposições gerais, servidores públicos civis e militares.
6 Poder Legislativo: o Congresso Nacional e suas Casas (atribuições, competências, reuniões e comissões).
7 Regime jurídico-constitucional dos parlamentares.
8 Processo Legislativo.
9 Fiscalização contábil, financeira e orçamentária.
10 Defesa do Estado e das instituições democráticas.
11 Regimento Interno da Câmara dos Deputados.
11.1 Resolução nº 17/1989 – CD, e alterações.
11.1.1 Disposições preliminares: arts. 1º a 13.
11.1.2 Órgãos da Câmara: arts. 14 a 22.
11.1.3 Sessões da Câmara: arts. 65 a 78.
11.1.4 Exercício do mandato: arts. 226 a 243.
ADMINISTRAÇÃO GERAL:
1 Noções de Administração
1.1 Fundamentos e evolução da administração. Abordagem sistêmica.
1.2 Fundamentos, teorias e escolas da administração e seu impacto na gestão de pessoas.
Fundamentos e Evolução da Administração
- A evolução é dividida em eras que mudam o foco (ênfase) da gestão conforme o contexto histórico:
- Abordagem Clássica (Início do séc. XX): Foco na tarefa (Taylor/Administração Científica) e na estrutura (Fayol/Teoria Clássica).
- Abordagem Humanística: Foco nas pessoas e nas relações interpessoais (Mayo/Experiência de Hawthorne).
- Abordagem Neoclássica e Burocrática: Ressurgimento da estrutura e foco em processos formais e mérito (Weber).
- Abordagem Sistêmica (Década de 50/60): A organização é vista como um sistema aberto que interage com o ambiente externo (entradas, processamento e saídas).
- Abordagem Contingencial: Defende que não há uma “única melhor forma” de administrar; tudo depende das circunstâncias.
aula_em_pdf_fundamentos_da_administracao_cldf_2025.pdf
Abordagem Clássica
A abordagem clássica da Administração surge na transição do século XIX para o século XX, impulsionada pela nova realidade da época, advinda da Revolução Industrial. Esta realidade trouxe um grande crescimento nas organizações, o que gerou a necessidade de administrá-las de uma forma mais eficiente. A Abordagem em questão subdivide-se em duas teorias administrativas: a “Administração Científica” e a “Teoria Clássica”.
A Administração Científica, que tem como seu principal expoente Federick Taylor, buscava uma forma de aumentar a produtividade das organizações mediante um incremento de eficiência operacional. Assim, a Abordagem Científica focava o chão de fábrica da organização, a Organização Racional do Trabalho (ORT), a tarefa. Nesse contexto, a ORT preza pela otimização da função do operário, mediante uma sistematização do aprendizado desse operário; da padronização da execução da tarefa e do tempo necessário para isso; a divisão do trabalho e a especialização.
Já a Teoria Clássica, que tem como figura mais proeminente Henri Fayol, tinha como enfoque a estrutura organizacional, acreditando que uma boa organização da estrutura iria favorecer a eficiência. Dentre as grandes contribuições de Fayol, podem ser citados os 14 princípios da administração, e a definição das funções básicas da empresa , que são as funções: técnica, comercial, financeira, segurança, contábil e administrativa.
Assim, percebe-se que, ainda que com abordagens diferentes, ambas as Teorias tinham um objetivo maior: aumentar a eficiência da organização, e, consequentemente, sua produtividade.
Por fim, DECORE o esquema abaixo:
| Abordagem clássica da adm | |
| adm científica | Teoria clássica |
| Taylor | Fayol |
| tarefas | estrutura |
Teoria das Relações Humanas
A Teoria das Relações Humanas tem como pai Elton Mayo, com a “experiência de Hawthorne”, levada a cabo de 1927 a 1932, que teve como primeiro objetivo verificar a influência da iluminação na produtividade dos empregados. No entanto, verificou-se que o que influenciava a produtividade não era a quantidade de luz empregada, mas o fato de que os empregados passaram a se sentir valorizados não pela iluminação, mas pela atenção dada a eles pelos pesquisadores.
A Teoria em questão surge como crítica à Abordagem Clássica, apontando que esta, com sua visão exclusivamente centrada na organização, excluía o componente humano, desconsiderando as necessidades e anseios dos trabalhadores. Assim, como a Abordagem Clássica era baseada no conceito de “homo economicus”, que se motivava exclusivamente por recompensas econômicas, a Teoria das Relações Humanas traz o conceito de “Homem Social”, com a motivação advindo de questões como reconhecimento e aprovação, sendo a questão econômica secundária.
Nesse contexto, a experiência de Hawthorne chegou às seguintes conclusões, conforme Chiavenato:
O nível de produção é resultante da integração social – Quanto maior a integração social no grupo de trabalho, maior será a disposição de produzir;
Comportamento social dos empregados – o comportamento de cada indivíduo estará sempre baseado no do grupo do qual ele faz parte;
Recompensas e sanções sociais – normas e padrões sociais balizam o comportamento dos trabalhadores. ;
Grupos informais – passou a ser dada atenção aos grupos informais na organização;
Relações humanas – a Teoria das Relações Humanas passou a dispensar atenção à relação interpessoal e a interação das pessoas nas organizações;
Importância do conteúdo do cargo – verificou-se que a monotonia da superespecialização do empregado em determinada tarefa gerava frustração e desmotivação;
Ênfase nos aspectos emocionais – passou-se a dar maior atenção aos aspectos emocionais e não planejados do empregado.
Teoria Burocrática
A palavra burocracia vem da junção da palavra francesa “bureau”, que significa “escritório”, e da grega “kratia”, que significa poder, lei, norma. A organização burocrática é rígida, estável, com vários níveis hierárquicos e excesso de formalização e especialização dos funcionários. Deriva do poder racional-legal, poder este em que as regras são estabelecidas em leis, estatutos, contratos e outras convenções.
A Teoria Burocrática buscava estabelecer uma forma de organização em que todos os procedimentos fossem padronizados, buscando sempre a eficiência. Havia grande preocupação com a racionalidade e com o desperdício de recursos (inclusive tempo), por isso a Teoria Burocrática preconizava grande controle e padronização das operações.
Vale destacar que, no campo da Administração Pública, a Teoria Burocrática nos traz que “Governar é Administrar”. Perceba que este conceito foi cobrado na prova de Analista Administrativo do MPRJ (2019 – questão 97).
Resumidamente, são características do modelo burocrático:
- profissionalização e especialização dos funcionários, buscando competência técnica e meritocracia para o exercício do cargo;
- a impessoalidade, tanto na escolha do cargo, quanto no atendimento ao público, que deve ser feito de forma isonômica;
- controles a priori, para a adequação prévia aos procedimentos e evitar corrupção e nepotismo;
- a previsibilidade do funcionamento;
- hierarquia rígida;
- normas e regulamentos rígidos e por escrito;
- padronização de rotinas.
O senso comum confunde a burocracia com as suas disfunções. Tornou-se corriqueiro dizer que algo é “burocrático”. No entanto, as disfunções da burocracia é que devem ser combatidas. De forma resumida, as disfunções podem ser descritas conforme abaixo:
- apego exagerado às normas internas e ao formalismo;
- rigidez;
- organização autorreferida, que se torna mais preocupada em cumprir normas do que atender as demandas do cidadão.
Teoria Estruturalista
A Teoria Estruturalista teve como um de seus principais expoentes Amitai Etzioni. Esta Teoria ampliou o escopo de análise das organizações, buscando compatibilizar o que já fora apresentado pela Teoria Clássica, Teoria das Relações Humanas e Teoria da Burocracia, indo além daquilo que estas Teorias traziam individualmente, mas condensando o conhecimento e considerando a organização com suas diferentes nuances, como sua organização informal, os tipos de recompensas e benefícios e os relacionamentos hierárquicos nelas contidos.
Uma das principais críticas às teorias administrativas anteriores era o fato de que todas elas se preocupavam exclusivamente com o ambiente interno à organização, desprezando completamente o ambiente externo. Com a chegada da Teoria Estruturalista, ampliam-se os estudos para este ambiente externo à organização, e como ela é afetada por esse ambiente. Assim, como existiam várias organizações no ambiente externo, e estas organizações interagem entre si, os estruturalistas denominaram a sociedade de “Sociedade de Organizações”, tamanha a dependência dos seres humanos das organizações que os cercam. Desenvolveram também o conceito de “Homem Organizacional”.
Com grande atenção às organizações e a forma pela qual se comportam, a Teoria Estruturalista trouxe também a contribuição do estudo das “tipologias das organizações”, que Etzioni classifica de acordo com o uso e significado de obediência, gerando os três seguintes tipos:
- Organizações coercitivas. A imposição do poder e do controle é feita mediante a força física utilizada pelos superiores sobre os que estão sob seu controle. Ex.: prisões.
- Organizações utilitárias. O poder advém dos incentivos econômicos e financeiros. Tem por exemplo as empresas em geral.
- Organizações normativas. O poder advém de um relativo consenso sobre aquilo para o que a organização existe. Também conhecidas como “voluntárias”, têm por exemplo os grupos religiosos ou políticos.
Teoria Contingencial
Dentro das teorias administrativas, a Teoria Contingencial surge em um contexto em que as organizações buscavam estabelecer os modelos estruturais mais adequados a cada tipo de organização. Tais estudos objetivavam analisar quais pressupostos eram fatores de sucesso nas organizações. Porém, os estudos da Teoria Contingencial preconizam que não existe fórmula fechada para garantir a eficiência e eficácia das organizações, que lidam com inúmeras condições, contingências, tanto internas, quanto externas.
A Teoria em análise afirma que não há nada de absoluto que possa garantir o sucesso das organizações. Tudo é relativo, tudo depende das contingências ambientais, da complexidade de fatores que afetam cada organização e da relação funcional entre as variáveis ambientais e as práticas administrativas da organização.
Para a Teoria, existe uma relação, conhecida como “relação funcional”, entre as variáveis ambientais e os procedimentos administrativos empregados pela organização. Esta relação funcional é chamada por Chiavenato de “abordagem do “se-então””, significando que a organização deve buscar sempre uma relação lógica entre as condições apresentadas pelo ambiente e as decisões que irá tomar. Conclusão
Percebe-se que as Teorias Administrativas se complementam. Portanto, não há uma teoria que seja mais válida do que outra, devendo a prática administrativa determinar a utilização de cada uma delas, e em que momento. Para sua prova, busque identificar os pontos-chave de cada uma das teorias administrativas, correlacionando-as com os respectivos autores.
Abraços e bons estudos!
Paulo Alvarenga
Referências:
Chiavenato, Idalberto. Introdução à teoria geral da administração: uma visão abrangente da moderna administração das organizações. Idalberto Chiavenato – 7. ed. rev. e atual. – Rio de Janeiro: Elsevier, 2003
copiado daqui: https://www.estrategiaconcursos.com.br/blog/teorias-administrativas-para-concursos-guia-definitivo/
- Conceito de Gestão de Pessoas
- Desenvolvimento Histórico
- Processo de Gestão de Pessoas
- Considerações Finais
Conceito de Gestão de Pessoas
Segundo Idalberto Chiavenato, as pessoas são o recurso mais importante de uma organização e são peças-chave para o seu sucesso.
Para o autor, gestão de pessoas é o conjunto de práticas, políticas e técnicas adotadas pela organização para administrar e orientar o comportamento humano no ambiente de trabalho, visando alcançar os objetivos organizacionais de forma eficiente e eficaz.
Na administração moderna, a gestão de pessoas ocupa uma posição estratégica dentro da companhia, se desdobrando em atividades de nível tático e operacional como recrutamento e seleção, treinamento e desenvolvimento, avaliação de desempenho, remuneração e benefício e gestão do desempenho.
Conheceremos abaixo os principais marcos evolutivos da administração de pessoas ao longo do tempo. Desenvolvimento Histórico da Gestão de Pessoas
A gestão de pessoas atravessou diversas etapas desde o século XIX até os dias atuais.
Abordagem Clássica
A partir da revolução industrial, a administração evoluiu como ciência tendo como foco inicial a organização e rotina das instalações fabris.
Nesse período popularizou-se o conceito de Administração Científica de Frederick Taylor e a Administração Clássica de Fayol.
A escola Taylorista tinha foco na execução da tarefa (estudo dos tempos e movimentos) e a Administração Clássica na estrutura organizacional.
No campo de gestão de pessoas, as diretrizes eram muito semelhantes:
- Busca-se reduzir a rotatividade por meio de remuneração justa (e, sempre que possível, vinculada ao desempenho);
- Especialização de tarefas (linhas de produção);
- Unidade de comando;
- Funcionários eram considerados apenas uma “ferramenta” para produção.
De acordo com Chiavenato, a gestão de pessoas nesse período era desempenhada por meios de Departamento de Pessoal e de Relações Industriais, focados apenas no atendimento às leis trabalhistas, aos pagamentos, à negociação sindical, por exemplo. Industrialização Neoclássica
A partir do fim da Segunda Guerra Mundial até os anos 90, novas teorias administrativas floresceram, como a Teoria Neoclássica, Estruturalista, Comportamental e Contingencial.
Os empregados deixaram de ser tratados como uma ferramenta para produção e passaram a serem considerados recursos necessários para o sucesso organizacional.
Os Departamentos de Pessoal se tornaram Departamentos de Recursos Humanos e passaram a priorizar, além das já desempenhadas na Era Clássica, atividades de treinamento e desenvolvimento, higiene, avaliação de desempenho e recrutamento e seleção. Era da Informação
Começa a partir dos anos 90 até os dias atuais. Nesse momento as mudanças são cada vez mais rápidas e imprevisíveis. A informação é trocada de forma instantânea e a globalização atinge todas as empresas.
O conhecimento, o capital humano e o intelectual passam a ter mais importância do que o capital financeiro e material e a Gestão de Pessoas torna-se estratégica.
Nesse cenário, os empregados são vistos como patrimônio intelectual e colaboradores das organizações. A gestão passa a ser descentralizada e atividades operacionais são terceirizadas.
Surge o conceito de consultoria interna de RH, benefícios voltados à qualidade de vida do trabalhador e equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Processo de Gestão de Pessoas
Outro assunto muito cobrado na área de gestão de pessoas para concursos. Há 6 processos básicos aplicados à gestão de pessoas nas organizações segundo Chiavenato: agregar, aplicar, recompensar, desenvolver, manter e monitorar.
Vejamos abaixo as principais atividades relacionadas a cada um deles:
- Agregar: buscar os melhores profissionais para se juntarem à organização. Processos relacionados: recrutamento e seleção;
- Aplicar: direcionar a cada profissional atividades e responsabilidades em que possam aplicar e maximizar suas competências e aptidões. Processos relacionados: desenho e análise de cargos e avaliação de desempenho;
- Recompensar: incentivar e recompensar colaboradores para conseguirem atender seus objetivos pessoais. Inclui remuneração, benefícios e incentivos. Processos relacionados: definição de remuneração, benefícios, participação nos lucros;
- Desenvolver: capacitação e desenvolvimento do empregado para melhorar seu desempenho na função atual e capacitá-los para novas atividades. Processos relacionados: treinamento e desenvolvimento, gestão de competências, gestão do conhecimento;
- Manter: reduzir a rotatividade e manter talentos. Processos Relacionados: gestão do clima e cultura organizacional, da higiene e do equilíbrio entre vida pessoal e profissional;
- Monitorar: acompanhar as tarefas e medir desempenho. Processos Relacionados: avaliação de desempenho e gestão de banco de dados.
Vale destacar que outros autores definem de diferentes formas o processo de gestão de pessoas. O próprio Chiavenato, que elencou as etapas acima, cita também outra listagem com 5 processos: suprimentos, aplicação, manutenção, desenvolvimento e monitoração.
Por isso, é importante conhecer as demais definições para não cair em pegadinhas na hora da prova! Considerações Finais
Pessoal, assim encerramos esse breve resumo sobre Gestão de Pessoas.
Uma dica importante é buscar entender a evolução cronológica das teorias administrativas (Clássica, Neoclássica e Era da Informação) para compreender como os trabalhadores eram enxergados em cada uma delas.
Outra dica é acompanhar a aula do professor Stefan Fantini, que aborda de forma excepcional os principais temas de gestão de pessoas para concursos:
Saudações e aprovações,
Julio Moraes
copiado daqui https://www.estrategiaconcursos.com.br/blog/gestao-pessoas-concursos/
Bancas como o Cebraspe costumam cobrar a transição da Administração de Pessoal (foco em folha/controle) para a Gestão Estratégica de Pessoas (foco em resultados/desenvolvimento)
2 Noções de gestão de pessoas
2.1 Comportamento organizacional: relações indivíduo/organização, motivação, desempenho, engajamento, trabalho em equipe e colaboração.
Relação Indivíduo/Organização: Contrato psicológico (expectativas recíprocas) e o equilíbrio entre incentivos e contribuições.
Reciprocidade: A organização oferece incentivos (salário, benefícios, segurança) e o indivíduo oferece contribuições (trabalho, tempo, esforço).
Contrato Psicológico: Refere-se a expectativas não escritas que operam entre os membros e os gestores, indo além do contrato formal de trabalho.
Motivação: Teorias de Conteúdo (Maslow, Herzberg, McClelland) vs. Teorias de Processo (Vroom, Locke, Adam).
Conteúdo (O que motiva?): Focam nas necessidades internas. Maslow (Hierarquia de 5 níveis), Herzberg (Dois fatores: Higiênicos evitam insatisfação; Motivacionais geram satisfação) e McClelland (Realização, Poder e Afiliação).
Processo (Como motiva?): Vroom (Expectância: Esforço → Desempenho → Recompensa), Adams (Equidade: comparação com os outros) e Locke (Fixação de Objetivos).
Desempenho e Engajamento: Diferença entre cumprir tarefas e o comprometimento afetivo com os objetivos institucionais.
Desempenho: Comportamento orientado para o resultado. É o produto da Competência x Motivação x Suporte Organizacional.
Engajamento: Estado de vigor, dedicação e absorção. O colaborador “veste a camisa” e demonstra comportamento discricionário (vai além do mínimo exigido).
Trabalho em Equipe: Evolução de grupos para equipes; sinergia positiva; os “5 C's” (Comunicação, Confiança, Compromisso, Cooperação e Coordenação).
Sinergia: Em equipes, o resultado final é maior que a soma das partes ().
Diferença: Grupos focam em objetivos individuais e informação; Equipes focam em metas coletivas e responsabilidade mútua.
2.2 Clima e cultura organizacional.
Cultura: O “DNA” da empresa. Níveis de Schein (artefatos, valores compartilhados e pressupostos básicos). É estável e difícil de mudar.
Artefatos: Camada visível (leiaute, vestuário, símbolos).
Valores Compartilhados: Camada intermediária (filosofias, estratégias e metas).
Pressupostos Básicos: Camada profunda e invisível (crenças inconscientes, verdades inquestionáveis).
Clima: A “atmosfera” ou percepção momentânea dos colaboradores. É variável e influenciável por políticas internas.
Mensuração: Geralmente medida através de pesquisas de clima.
Fatores: Salários, liderança, relacionamento interpessoal e condições de trabalho. Ao contrário da cultura, o clima é cíclico e de curto prazo.
2.3 Desenvolvimento e treinamento de pessoal: levantamento de necessidades, programação, execução e avaliação.
O ciclo do treinamento segue quatro etapas essenciais:
Levantamento de Necessidades (LNT): Diagnóstico da carência de competências.
Pode ser feito em três níveis: Análise da Organização, Análise dos Recursos Humanos e Análise das Tarefas (Cargos).
Programação/Planejamento: Quem, como, onde e quando treinar.
Envolve a definição dos objetivos, instrutores, recursos necessários e custo-benefício.
Execução: Implementação do programa (on-the-job ou sala de aula).
Treinamento no cargo (on-the-job) é prático; fora do cargo (off-the-job) busca foco e teoria.
Avaliação: Níveis de Kirkpatrick (Reação, Aprendizado, Comportamento e Resultados/ROI).
Reação: “Gostou do curso?”
Aprendizado: “O que aprendeu?” (Testes).
Comportamento: “Mudou a forma de trabalhar?”
Resultados: “Qual o impacto na empresa?” (ROI).
2.4 Gestão por competências: abordagens e ferramentas, mapeamento e desenvolvimento das competências.
Conceito de Competência (CHA): Conhecimento (Saber), Habilidade (Saber fazer) e Atitude (Querer fazer).
Competências Essenciais (Core Competences): Aquelas fundamentais para a vantagem competitiva da organização.
Mapeamento: Identificação do gap (lacuna) entre as competências atuais e as necessárias para a estratégia da organização.
Gap de Competência: Competência Necessária - Competência Existente. Orienta as ações de recrutamento e treinamento.
Ferramentas: Avaliação 360 graus, matriz de competências e trilhas de aprendizagem.
Avaliação 360°: O colaborador é avaliado por superiores, pares, subordinados, clientes e por si mesmo.
Trilhas: Caminhos flexíveis de desenvolvimento em vez de treinamentos isolados.
2.5 Recrutamento e seleção.
Recrutamento: Processo de atrair candidatos. Pode ser Interno (vantagem: motivação; desvantagem: mantém a cultura), Externo (sangue novo) ou Misto.
Interno: Valoriza o funcionário atual, é mais barato e rápido.
Externo: Traz novas ideias, mas é mais caro e impacta a política salarial.
Seleção: Funil de escolha. Técnicas: entrevistas por competências, testes psicotécnicos, provas de conhecimento e dinâmicas de grupo.
Conceito: É um processo de comparação e decisão (escolha do candidato que melhor se adequa ao perfil do cargo).
Entrevista por Competências: Foca em comportamentos passados para prever desempenhos futuros (“Conte uma situação em que…”).
2.6 Liderança: natureza e estilos de liderança.
Natureza: Influência interpessoal para atingir objetivos.
Diferença entre Chefe (autoridade formal, comando) e Líder (autoridade informal, inspiração).
Estilos Clássicos (White e Lippitt): Autocrática (foco no líder), Democrática (foco no grupo) e Liberal/Laissez-faire (foco no indivíduo).
Autocrática: Líder centraliza decisões; gera tensão e frustração.
Democrática: Líder debate com o grupo; gera maior qualidade e satisfação.
Liberal: Grupo tem liberdade total; pode gerar desorientação se o grupo não for maduro.
Teorias Situacionais: O estilo de liderança deve se adaptar à maturidade do subordinado e ao contexto.
Hersey e Blanchard: A liderança varia entre Determinar, Persuadir, Compartilhar e Delegar, conforme o nível de prontidão da equipe.
3 Gestão por resultados na produção de serviços públicos.
3.1 Métricas de aferição de resultados.
3.2 Trabalho híbrido.
4 Noções de gestão patrimonial.
4.1 Controle de bens.
4.2 Inventário.
3. Gestão por Resultados na Produção de Serviços Públicos
Este modelo foca no impacto final para o cidadão, substituindo o antigo controle rígido de processos pela entrega de valor.
Conceito Base: Orienta a administração para metas mensuráveis, eficiência (fazer mais com menos) e eficácia (atingir o objetivo).
Pilares: Planejamento estratégico, contratualização de resultados (como os Contratos de Gestão) e liderança participativa.
Reforma Administrativa de 1995 e o modelo de New Public Management (Gerencialismo) no Portal do Governo Federal: https://www.gov.br/transportes/pt-br/assuntos/portal-da-estrategia/artigos-gestao-estrategica/o-que-e-gestao-por-resultados
3.1 Métricas de Aferição de Resultados
São os instrumentos para medir se as metas foram batidas.
Indicadores de Desempenho (KPIs): Devem seguir a lógica SMART (específicos, mensuráveis, atingíveis, relevantes e temporais).
Tipos de Métricas:
Insumo: Recursos usados (pessoas, dinheiro).
Processo: Como o trabalho é feito.
Produto (Output): O serviço entregue (ex: consultas realizadas).
Impacto (Outcome): Mudança real na sociedade (ex: redução da mortalidade).
O guia de Elaboração de Indicadores da ENAP é referência para bancas como o CEBRASPE: https://repositorio.enap.gov.br/bitstream/1/785/1/Elabora%C3%A7%C3%A3o%20de%20Indicadores.pdf
3.2 Trabalho Híbrido
Refere-se à flexibilização do local de trabalho, combinando atividades presenciais e remotas.
Foco no Concurso: As provas costumam cobrar a transição do controle de assiduidade (folha de ponto) para o controle de produtividade (entregas).
Desafios: Comunicação institucional, segurança de dados e liderança à distância.
4. Noções de Gestão Patrimonial
Envolve a administração de todos os ativos fixos (bens móveis e imóveis) da organização pública.
Ciclo de Vida: Aquisição (compra/doação), Recebimento, Registro, Utilização, Manutenção e Baixa.
4.1 Controle de Bens
Tombamento: Atribuição de um número de inventário único para identificação do bem.
Depreciação: Perda de valor do bem pelo uso ou obsolescência (fundamental para o Balanço Patrimonial).
Alienação e Desfazimento: Processo de retirada de bens inservíveis (ociosos, recuperáveis, antieconômicos ou irrecuperáveis) via leilão, doação ou permuta.
4.2 Inventário
É o levantamento físico periódico para verificar se os bens registrados realmente existem e seu estado de conservação.
Tipos de Inventário:
Anual: Geral, feito no fim do exercício.
Rotativo: Verificações constantes em grupos de bens específicos.
De Transferência: Quando há troca de gestor responsável.
5. Governança e estratégia:
5.1 Conceito.
A Estratégia refere-se ao caminho, escolha de meios e alocação de recursos para atingir objetivos de longo prazo. A Governança é o sistema pelo qual as organizações são dirigidas, monitoradas e incentivadas, envolvendo o relacionamento entre sócios, conselhos, diretoria e órgãos de controle. Enquanto a estratégia foca no “para onde ir”, a governança foca no “como garantir que cheguemos lá de forma ética e eficiente”.
5.2 Fundamentos de estratégia.
Baseiam-se na busca por vantagem competitiva sustentável. Incluem a definição da Identidade Organizacional:
Missão: A razão de ser da organização (presente).
Visão: Onde a organização deseja chegar (futuro).
Valores: Princípios éticos que norteiam o comportamento.
5.3 Planejamento estratégico.
É o processo administrativo que visa proporcionar um guia de atuação para a organização, analisando o ambiente e definindo metas globais.
5.3.1 Conceitos, métodos e técnicas.
Níveis de Planejamento: Estratégico (Longo prazo/Global), Tático (Médio prazo/Departamental) e Operacional (Curto prazo/Tarefas).
Métodos: Podem ser prescritivos (foco no plano) ou emergentes (aprendizado contínuo).
Técnicas: Brainstorming, análise de cenários e benchmarking (comparação com as melhores práticas).
5.4 Ferramentas de planejamento estratégico.
5.4.1 Análise SWOT.
Também conhecida como Matriz FOFA. Consiste na análise do:
Ambiente Interno: Forças (Strengths) e Fraquezas (Weaknesses) — variáveis controláveis.
Ambiente Externo: Oportunidades (Opportunities) e Ameaças (Threats) — variáveis não controláveis.
Cruzamento: Estratégias de Sobrevivência, Manutenção, Crescimento e Desenvolvimento.
5.4.2 Balanced scorecard (BSC): principais conceitos, aplicações, mapa estratégico, perspectivas, temas estratégicos, objetivos estratégicos, relações de causa e efeito, indicadores, metas, iniciativas estratégicas.
O BSC é um sistema de gestão que traduz a estratégia em termos operacionais.
Perspectivas Clássicas: Financeira, Clientes, Processos Internos e Aprendizado/Crescimento.
Mapa Estratégico: Representação visual da estratégia, mostrando as relações de causa e efeito entre os objetivos.
Elementos: Objetivos (O que alcançar), Indicadores (Como medir), Metas (Quanto alcançar) e Iniciativas (O que fazer/Projetos).
5.5 Indicadores de desempenho.
Instrumentos de medição que permitem acompanhar o progresso em relação às metas estabelecidas. Devem ser SMART (Específicos, Mensuráveis, Atingíveis, Relevantes e com Prazo).
5.5.1 Tipos de indicadores.
Eficácia: Alcance dos resultados (atingiu a meta?).
Eficiência: Relação entre recursos utilizados e produtos gerados (custo-benefício).
Efetividade: Impacto social ou transformador (gerou valor?).
Economicidade: Obtenção de recursos com o menor custo possível.
5.5.2 Variáveis componentes dos indicadores.
Índice: O valor numérico apurado.
Padrão: O valor de referência ou meta.
Unidade de Medida: Ex: %, R$, dias.
Periodicidade: Mensal, trimestral, anual.
5.6 Histórico da governança corporativa (primórdios e grandes marcos no mundo).
Surgiu para resolver o Conflito de Agência (agente vs. principal).
Marcos: Relatório Cadbury (Reino Unido, 1992), Lei Sarbanes-Oxley / SOX (EUA, 2002 - após escândalos como Enron e WorldCom) e os Princípios da OCDE.
5.7 Conceito de governança corporativa.
É o conjunto de mecanismos que asseguram que as decisões executivas estejam alinhadas aos interesses dos proprietários e da sociedade.
Princípios Básicos: Transparência (Disclosure), Equidade (Fairness), Prestação de Contas (Accountability) e Responsabilidade Corporativa (Compliance).
5.8 Governança e áreas de controle: Controles internos, auditoria e compliance.
Trata-se da estrutura de defesa da organização:
Controles Internos: Processos para mitigar riscos e garantir a integridade dos dados.
Compliance: Agir em conformidade com leis, normas e regulamentos internos.
Auditoria: Avaliação independente da eficácia dos controles e da governança (Auditoria Interna vs. Externa).
5.9 Gestão de riscos e integridade.
Gestão de Riscos: Processo de identificar, avaliar e responder a eventos incertos que podem afetar o alcance dos objetivos. Respostas ao risco incluem: Evitar, Reduzir, Compartilhar ou Aceitar.
Integridade: Programas voltados à ética e prevenção da corrupção, promovendo uma cultura organizacional pautada pela honestidade.
6 Noções de gestão de projetos.
6.1 Ciclo de vida e organização do projeto.
6.2 Ferramentas e técnicas de apoio ao gerenciamento de projetos.
6.3 Escritório de projetos (PMO).
6.4 Conceitos de gestão de programas e de gestão de portfólio de projetos.
7 Noções de gestão de processos.
7.1 Conceitos, modelagem de processos, análise de processos, desenho de processos, gerenciamento de desempenho de processos, transformação de processos, tecnologias de BPM.
7.2 Hierarquia do processo: macroprocesso, processo, subprocesso, atividades e tarefa.
Para o Cebraspe, a gestão de projetos e processos deve ser estudada com foco nas metodologias do PMBOK e do CBOK, que são as referências mundiais adotadas pela banca.
6. Noções de Gestão de Projetos \
Um projeto é um esforço temporário empreendido para criar um produto, serviço ou resultado único.
6.1 Ciclo de vida e organização do projeto
O ciclo de vida compreende as fases que um projeto percorre do início ao fim (Iniciação, Planejamento, Execução, Monitoramento/Controle e Encerramento).
A organização do projeto define como a equipe está estruturada: Funcional (rígida), Projetizada (focada no projeto) ou Matricial (equilíbrio entre ambas).
6.2 Ferramentas e técnicas de apoio ao gerenciamento de projetos
Incluem técnicas como o Gráfico de Gantt (cronograma visual), a EAP (Estrutura Analítica do Projeto) que decompõe o trabalho em partes menores, e o Método do Caminho Crítico (CPM) para identificar gargalos.
6.3 Escritório de projetos (PMO)
É a unidade organizacional que padroniza os processos de governança relacionados a projetos.
Pode ser de três tipos: Suporte (consultivo), Controle (exige conformidade) ou Diretivo (gerencia os projetos diretamente).
6.4 Conceitos de gestão de programas e de gestão de portfólio de projetos
Programa: Grupo de projetos relacionados gerenciados de forma coordenada para obter benefícios que não seriam obtidos se fossem geridos individualmente.
Portfólio: Conjunto de projetos, programas e subportfólios agrupados para alcançar objetivos estratégicos (foco na seleção e priorização).
7. Noções de Gestão de Processos (BPM)
Foca na melhoria contínua dos fluxos de trabalho que atravessam as fronteiras funcionais da organização.
7.1 Conceitos, modelagem, análise, desenho e tecnologias
Modelagem: Representação do estado atual (AS-IS) e do estado futuro desejado (TO-BE).
Análise: Identificação de gargalos, falhas e oportunidades de melhoria no processo atual.
Desenho: Criação das especificações para o novo processo (como ele deve funcionar).
Gerenciamento de Desempenho: Uso de métricas (tempo, custo, qualidade) para monitorar resultados.
Transformação: Mudança radical (Reengenharia) ou incremental (Melhoria Contínua) dos processos.
Tecnologias de BPM (BPMS): Ferramentas de software que automatizam e monitoram a execução dos processos.
7.2 Hierarquia do processo
A estrutura é organizada do nível mais macro para o mais operacional:
Macroprocesso: Visão ampla que impacta a estratégia e entrega valor direto ao cliente.
Processo: Conjunto de atividades inter-relacionadas que transformam entradas em saídas.
Subprocesso: Divisão do processo para facilitar a gestão.
Atividades: Passos específicos realizados dentro de um processo.
Tarefas: O nível mais detalhado e atômico do trabalho.